Cascalho pelo Mundo

Bem-vindo a bordo!

Cascalho around the world

welcome to our World!

Cascalho pelo Mundo

Bem-vindo a bordo!

Cascalho pelo Mundo

Bem-vindo a bordo!

Cascalho around the World

The best blue!

Bem-vindo a bordo do Cascalho pelo Mundo

Foi logo que começamos a namorar... queríamos viver a vida mais intensamente e dar asas a uma paixão comum: viajar e conhecer os quatro cantos do mundo. E decidimos que faríamos isso a bordo de um veleiro e, mais ainda, que buscaríamos este veleiro na Itália. Com 600 euros no bolso, partimos. Durante muitos anos na Itália, trabalhamos para juntar dinheiro e depois, começamos a procurar o barco que viria a ser a nossa casa... quando encontramos o Cascalho, não tivemos dúvidas... era ele !!! Tínhamos encontrado a nossa casa. Não precisávamos mais sonhar esta parte. A partir daí, foi só viver o sonho, dar ao nosso barco-casa a nossa cara e com ele viver a vela pelos quatro cantos do mundo. Exatamente como tínhamos sonhado...

Navegando de Salvador a Vitória

E vamos nos despedindo de Salvador...
Depois de navegar um dia inteiro, nos despedimos do astro rei.
De pescar, não desistimos nunca... até sob a luz do luar !!!
E vem a recompensa... um atum na medida !!!
Sashimi...
...e outras delícias !!!
Mais um por do sol... sempre um maravilhoso espetáculo!!!
De um lado a lua se pondo, enquanto do outro...
...o sol nascendo, prateando o nosso mar!!!
Abrolhos.
E o Cascalho desliza suave e incansável... asa de pombo.
Amanheceu... e Vitória se mostra para nós.
Intenso tráfego de navios...
A ponte...
Os contrastes...
E o Iate Clube do Espírito Santo. Chegamos!!!

26 de dezembro de 2012
Latitude 12°58'30"S e Longitude 038°30'00"W
05:00h

Navegar é preciso!!! O dia por aqui começou muito cedo e já fomos logo soltando as amarras que nos prendiam ao cais no Tenab, em Salvador. Nosso próximo destino seria Vitória, distante 482 milhas náuticas. Nossa previsão é de que conseguiríamos cumprir esta etapa em apenas três dias de navegação.

Nos lançamos ao mar, deixando toda a energia da capital soteropolitana para trás... ou melhor, recarregados com toda aquela maravilhosa energia. 

Assim que deixamos a Baía de Todos os Santos, nos deparamos com um mar liso, nem uma ondinha sequer a mexer  a superfície da água. Isso era bom. Entretanto, o mar estando assim significava nada de vento. Motoramos por onze horas consecutivas. Para nosso deleite, ao desligarmos os motores, ouvimos o chamado do molinete: tem peixe na linha!!! E desta vez, um verdadeiro atum. Cai a noite e começam os turnos de navegação. O capitão sofre com a comandada que não é muito de ficar acordada durante a noite 'só' para acompanhar a navegação. Mas tudo acaba dando certo. Os cinco navios de cruzeiro gigantes, três deles com rumo Sul como nós e mais tantos barcos pesqueiros indo e vindo o tempo todo, nos mantiveram bem acordados a noite toda.

O segundo dia de navegação, muito tranquilo pelas condições do mar, começou com a expectativa do almoço: o atum fresquinho do dia anterior se transformaria em deliciosos sashimis. Ficou delicioso. Adoramos!!!

Durante a noite seguinte, navegamos pelas últimas milhas da costa baiana. Ficaram para a próxima tantos paraísos a serem visitados. Passamos pelo Monte Pascoal sem conseguir avistá-lo e, ao amanhecer estávamos passando por Abrolhos, última esperança de ver baleias nesta travessia. Nada... ficou só na esperança mesmo. A lua se pôs e o sol nasceu entre nuvens, protagonistas de um indescritível espetáculo, para uma platéia de apenas um espectador. Verdadeiro privilégio.

No terceiro dia de navegação, céu e mar maravilhosos. A expectativa da chegada fez com que o tempo passasse mais lentamente, nos permitindo aproveitar cada segundo da navegação impecável. Calculamos que a nossa chegada seria cedinho no dia seguinte. E assim foi: depois de termos tido a lua prateando o nosso mar durante toda a noite, o dia amanheceu nos mostrando a silhoueta de Vitória . As 07:30h da manhã, ja estávamos atracados ao píer no Iate Clube do Espírito Santo. Mais uma etapa vencida... as 482 milhas náuticas desta perna foram vencidas em 74 horas de navegação, tranquilíssima e muito agradável. Nada mal, para um trecho no qual, muitas vezes, o vento foi zero.

Momentos...

Good bye Salvador !!!
    ♫♫♫ Mil Acasos - Skank ♫♫♫

Natal em Salvador

A Salvador moderna vista do mar.
Nosso quintal por alguns dias !!!
Com Paula e Fernando... bebemorando com uma Skol no Mercado Modelo.
Agulhinha frita no Mercado Modelo.
O Cascalho e o Andante no Tenab.
Mar de espelho...
O Elevador Lacerda e a Casa do Governador.
E nós...
Então é Natal... 
Despedida dos Andantes... panetone com calda de brigadeiro no cockpit do Cascalho.
A Baía de Todos os Santos.
Pelourinho.
As ladeiras do Pelourinho.
O Palácio Rio Branco, casa do governador.
O Elevador Lacerda, visto da cidade baixa. 
Espetáculo !!!
Mercado Modelo.
Herança musical...
Artesanato.
Forte São Marcelo.

23 de dezembro de 2012
Latitude 12°58'30"S e Longitude 038°38'00"W
16:00h

A maior baía do Brasil, a Baía de Todos os Santos foi descoberta, exatamente no Dia de Todos os Santos, pelo navegador Américo Vespúcio em 1501, depois de 67 dias de travessia do Oceano Atlântico. Ali nasceu a cidade de São Salvador da Baía de Todos os Santos. Muitos anos mais tarde, Salvador se tornaria a primeira capital do Brasil. E conservou o melhor do seu passado colonial nos prédios históricos, igrejas e tradições. 

Salvador é uma cidade com personalidade sem igual. A herança deixada pelos antigos escravos africanos que trouxeram suas tradições, cultura, cores, música, religião e misticismo para a América do Sul consigo, continua viva até hoje. Uma cidade fascinante e um povo caloroso e receptivo, cativam imediatamente qualquer um que venha a se aventurar por estas terras.

Na Cidade Alta esta o Pelourinho, o centro histórico da cidade antiga. Trata-se de um conjunto harmonioso de antigas residências coloniais, em tom pastel, ladeando as ruas de pedra num sobe e desce de ladeira. Dentre estes, está o Palácio Rio Branco, residência de Tomé de Souza, o primeiro governador da Bahia. O imponente Elevador Lacerda nos leva 60 metros abaixo em questão de segundos para alcançar a Cidade Baixa, onde está o Mercado Modelo, que é um convite para degustar especiarias, tomar uma cervejinha e conhecer o artesanato da região. 

E porque velejador também é turista, enquanto nosso Cascalho descansava merecidamente no Tenab - Terminal Náutico da Bahia, aos pés do Elevador Lacerda e guardado pelo Forte São Marcelo, nós aproveitamos para, em tempo recorde, desfrutar do clima de festa que envolvia a capital soteropolitana nestes dias. Era ante-véspera de Natal. O Pelourinho pulsava exoticamente com o ritmo fascinante da sua música, várias apresentações ao ar livre e uma feirinha maravilhosa com tudo que se possa imaginar... pinturas, esculturas, cerâmicas, instrumentos musicais, bijouterias e muito mais. 

Indiscutivelmente, Salvador é uma cidade para ser vivida e sentida. Na nossa corrida de volta para casa, aproveitamos cada segundo das poucas horas que nos permitimos ali... além da cidade, a presença da Paula e do Fernando do Veleiro Andante, dos quais já falamos aqui, e o reencontro com amigos queridos lá de Santa Catarina, que não víamos a tantos anos, encheram o nosso Natal de alegria. Foi maravilhoso ter estado com todos.

Feliz Natal 2012 !!!